quarta-feira, 10 de abril de 2013

E eu sigo!

   Caramba, tava até me esquecendo que tenho um blog. Mentira, nunca vou esquecer disso aqui, sério mesmo. Posso ter amnésia que ainda vou conseguir lembrar desse blog lindo e maravilhoso com mais de um milhão de acessos diariamente, lógico.
   Bem, o que eu quero mesmo aqui é postar algumas coisas aleatórias que eu acho importante e que aconteceram comigo durante esse período que não postei nada por aqui. Enfim, a seguir, um pouco de tudo ou simplesmente nada, para vocês, é óbvio!!
   Ficou mais ou menos como uma seleção das fotos que eu queria muito mostrar para vocês (??) e contar um pouco sobre elas, aí vai:


  Passei um dia de carnaval (percebam o quanto estou atualizada, já tá quase chegando o natal novamente) com duas crianças que eu peguei para criar (sim, sou muito generosa) e com uma prima aí que resolvi considerar... E como as crianças pareciam que ainda não sabiam o que é poder ser livre, viver, voar... dei a oportunidade de por um dia elas fazerem tudo o que gostariam de fazer, até mesmo acabar com o dinheiro que serviria para um mês da minha vida. Foi muito legal, e tenho certeza que nós não iremos nos esquecer desse dia nunca. Esse aí em cima é o Mateus, vulgo Cruella de Vil ou qualquer coisa do tipo. 

 Esta foto mostra o Beijódromo, ou para melhor entendimento, a casa do Darcy Ribeiro na UnB. Gente, o lugar é lindo, vocês deveriam conhecer! =] E também acho que a UnB é um lugar muito agradável, pode ser mais bonita, pode ter mais vida, mas meu olhar consegue ver locais bem maneiros por lá, consegue perceber a beleza do céu que muitas vezes está escondida por trás daqueles prédios ou daquelas árvores totalmente diferentes que por lá a gente encontra.

                  



Isso nada mais é que o quintal da minha casa (saudades, mamis!). E sim, eu tirei um tempo pra fotografar as pedras lá de casa. E não, não tente entender por qual motivo fiz isso, mas que foi legal, foi! 






                                                                                         Outra foto do quintal lá de casa. Ficou muito perfeita! O céu tava colaborando, o sol não, mas eu dei um jeito nisso e saiu tudo lindo na figura! =] Eu tirei umas 30 fotos e achei que todas ficaram boas, minha vontade era de postar todas aqui, mas cêis até iriam enjoar de ver tanto céu. Rsrrs                                                 
Gente, eu piro nessas coisas, sério mesmo! É ninho de beija-flor com o ovinho, e onde ele está? Na área da minha house! E o mais massa de tudo: a bonitinha da beija-flor fica rodeando por lá toda hora e vira e mexe entra no ninho, mas quando via que eu estava por perto, saia que nem um tiro. =/ Tinha medo de mim. Coitada, eu a entendo, mas até parece que faria alguma coisa para prejudicá-la, só queria fotografar ela e o ninho. =B

Pois bem, tirei de mim a agonia que estava por não mandar algo pra cá, tô querendo postar mais aqui, só que o tempo tá ruço! 
Qualquer dia a gente se esbarra por aí. Inté!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Apologia de Sócrates

    Em um início de tarde, encontra-se lendo um livro que logo de capa, ou de cara, como quiser, já havia tido a sensação de que este, apesar de pequeno, não seria agradável. Mas a questão era exatamente o costume. Estava habituado a ler pela capa, tirar suas próprias "conclusões" através de algo que poderia apenas ser alguma artimanha de qualquer editor de livros espalhado por aí.

    Surpresa! Suas páginas começaram a instigá-lo. "Dúvidas podem ser esclarecidas?" Quais incertezas vieram com ele? "Eu, assim como outro qualquer ser humano, posso duvidar, ou devo apenas crer absolutamente em tudo o que apresentaram?"

    Talvez tenha sido por medo, ou simplesmente porque nunca havia parado para questionar, questionando assim uma dimensão a seu redor. Pode ser que nunca quis passar por algum julgamento como Sócrates passou ou porque nunca teve a audácia de tornar qualquer coisa um pouquinho mais complicada.

    Acho que ele foi criado para pedir desculpa, e se necessário, pediria misericórdia também. Essa era a diferença que lhe foi mostrada durante a leitura, isso era o que lhe indignava. Dignidade? Seria agora capaz de dizer o que é isso? Se fosse honesto consigo mesmo, creio que não mais se submeteria a falar disso sem ao menos fazer uma reflexão sobre tudo aquilo que já havia vivido.

    Percebera então que cometeram injustiças com ele e tais estavam sendo retribuídas para  outros frequentemente. Foi injusto, mesquinho, dependente e, às vezes, correto demais em suas simulações. Contudo, por um momento encontrou a possibilidade de mudança, de tentar descobrir quem realmente era ou poderia vir a ser. Morreria por seus novos, ou resgatados, princípios? Viveria, acima de tudo, por eles? Penso que isso ainda não sabia, mas agora já levava consigo um exemplo: Sócrates fez isso, e faria novamente se possível.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Estamos evoluindo ou retrogredindo?

Depois ver algumas coisas "diferentes", conversar com algumas pessoas, e pensar sobre o que vi e conversei, decidi escrever algo aqui que expressasse a minha opinião sobre isso. Só enfatizando que isso não deve ser interpretado de uma forma preconceituosa.

   E expondo a minha opinião, começo perguntando: o que você acha que irá acontecer com o mundo com toda essa "evolução"? Generalizadamente falando. Acho que aí vocês me perguntariam: mas de qual evolução você está querendo se referir? E eu responderia: pense/fale sobre qual chamar mais tua atenção. Hoje, particularmente, decidi pensar um pouco mais sobre como está ficando o ser humano com toda essa evolução de gêneros, "gostos" e personalidades.
   Desacreditando um pouco agora da igualdade que todos pregam, eu diria que as pessoas estão se subdividindo cada vez mais, criando subgrupos dentro de grupos, vivendo mais em função daquilo que acham ser o mais legal, o mais adequado, o mais propício para aquele momento ou período de suas vidas.
   Será apenas vontade de ser "aceito" por alguém? É por que realmente quer estar ali, quer permanecer dessa maneira, com essas pessoas? Ou deseja, e mais que tudo, suprir suas carências, e assim mostrar para o mundo que você foi aceito por alguns? Eu não estou dizendo isso para julgar ninguém, mas apenas para tentar responder a mim mesma coisas que apenas vendo eu não consigo compreender.
   Uma pessoa me disse o seguinte quando fiz aquela primeira pergunta: eu acho que com tal "desenvolvimento" o ser humano passará a ser classificado por grupos, pelo seu modo de vestir (o que já anda acontecendo, né) e não mais pelo que são ou o que fazem. Mas a igualdade nunca existiu, e para mim dificilmente existirá. Por isso acho que chegará um momento em que exatamente isso acontecerá, não seremos apenas seres humanos, seremos seres classificados por grupos, os quais você será definido pelo que as pessoas veem ou por aquilo que achar melhor e tentar se adequar. 
   Depois disso, voltando pra casa e pensando, cheguei à conclusão de que nesse momento eu estou concordando com o que foi dito. Antigamente você não precisava vestir algo para demonstrar que escuta rock, por exemplo. Você apenas escutava, curtia tais bandas, era feliz dessa maneira, e pronto. Não era necessário uma pessoa gritar em um parque "QUEM MORA EM BRASÍLIA E NÃO ESCUTA LEGIÃO URBANA É UM... (sei lá o que ele disse, kkk) EU MORO EM BRASÍLIA, ESCUTO E AMO ROCK!!". Daí eu paro e penso: sério que você é "rockeiro"? E eu com isso cara? -.-' Acho e penso que sempre acharei desnecessário uma pessoa ter que expor seus gostos para quem está pouco se fudendo para isso. Tudo bem, curta o que você quer, mas não invada o espaço de outras pessoas que não querem se definir e desejam, além de rock, escutar reggae, sertanejo, mpb, pagode, funk... e o diabo a quatro sem medo se ser feliz. =] (Ressaltando que minha intenção não é apenas falar sobre isso, e que utilizei apenas como exemplo)
   Não quero ser classificada, não vou me "adaptar" a um estilo e adotar isso como algo essencial para minha vida. Apenas desejo viver livremente, abertamente. Gosto de usar tal roupa porque me sinto bem com ela, e não porque tenho que vestir aquilo para seguir a moda ou andar com certas pessoas. Vou vestir algo preto, colorido, estampado, sem graça, de "velho", da moda, se assim me sentir bem, se assim gostar daquilo. Quero caminhar com pessoas que eu realmente me sinto bem, poder conversar verdadeiramente, por vontade própria. Apenas viver, simplesmente e naturalmente... viver.

sábado, 17 de novembro de 2012

Vamos viver!

Se você acha que é capaz de fazer algo, mas está aí parado, sentado com essa bunda grande no sofá/cama/seja lá o que for e só fica no "pensando" e nunca no "agindo"... Acorda meu filho!1! 

  Estou passando por um período de novas descobertas, e talvez isso que vou dizer soe meio completamente revolucionário, mas é justamente isso que quero passar para vocês.
Não sei já disse, mas passei pra pedagogia na Uenibê ( vulgo UnB .-. ) e aqui é o único local onde me sinto livre para falar sobre certos assuntos que não julgo ser necessário postar em outras redes sociais com o propósito de mostrar até para aquela pessoa lá do cafundó de Judas. 
  Pois bem, larguei a tal da enfermagem (fiquei nem um mês, eu acho) e agora vejo que fiz a escolha certa. Primeiro que eu não iria aguentar aquela DIFIculdade (mesmo não pagando nada), porque lá a organização era -100%³, as pessoas estavam mais preocupadas com a mensalidade no final do mês do que em conhecer sobre sua futura área de atuação, e mais um monte de coisas que quase toda faculdade particular carrega consigo. Hoje, como meu tio sempre me disse, posso dizer que esse tipo de faculdade deveria levar em suas fachadas a seguinte frase: Vendemos sonhos e entregamos pesadelos. 
  Mas agora estou tendo outras experiências, e logo de cara já gostei do que vi. Eu ainda não encontrei nenhum lugar que não tivesse problema algum, contudo, vejo que existem locais onde mesmo tendo vários empecilhos você ainda consegue se sentir bem, e sente isso porque se identifica, gostar de estar ali e conviver com pessoas que talvez lhe acrescentarão algo proveitoso.
  Sempre gostei da palavra crítica, e agora me vejo capaz de poder vivenciar da forma mais intensa essa palavra cheia de mistérios. Adoro tentar mostrar para as pessoas que podemos ser algo que desejamos, e vejo nesse período que o poder da mente realmente pode provocar alguma coisa. Eu quero ser livre, e espaço não mais está faltando para que isso ocorra. Pretendo modificar o espaço por onde passar, transformar pessoas, sejam elas velhinhas ou bem novinhas, e para isso estou buscando sabedoria, discernimento. 
  Não quero e não vou deixar com que essa cultura de massa me corrompa, me faça expor o que eu e nem você nunca seremos. Não nos deixemos levar por um par de sapatos, por um dia "legal" em lugar sofisticado. Não vamos ficar submetidos a um emprego que nos afete moral e fisicamente. Vamos olhar mais para os lados, ver o que está acontecendo ao nosso redor, analisar que nem tudo pode permanecer como está, perceber que podemos conseguir mais, e fazer!
  Não quero deixar que a vida simplesmente me leve, quero levar a vida da maneira como quiser. Quero mostrar para mim mesma que sou capaz de conquistar tudo o que eu e a maioria desconfia que posso fazer, para assim levar a crença para muitos que como eu acreditam, mas talvez precisam de algum apoio, de algum empurrão para começarem a viver. Quero aproveitar meus dias sem muita frescura, viver intensamente os momentos que ficarão em minha memória por um bom tempo, sentir que posso abraçar os dias, acolher o mundo. Quero no final da vida poder me sentir realizada, poder dizer que fiz algo aqui na Terra enquanto vivi e que deixei lembranças, sejam elas mínimas ou consideráveis.




P.s.: Nesse vídeo eu só lembrei da Leka (minha cachorrinha de infância) fugindo de casa. Eu preocupada em encontrá-la logo, pensando que não voltaria mais pra casa, e depois vendo ela chegar com a cara mais lerda do mundo. 


domingo, 21 de outubro de 2012

Deixe seus preconceitos de lado...

...assim descobrirá uma imensidão de coisas para se viver.   ;)

Quando ainda somos pequenos, (refiro-me a um período em que adotamos algo como modelo de vida e julgamos o restante como o modelo errado, ou seja, a aborrecência) querendo ou não, ficamos dotados de certos preconceitos que muitas vezes fizeram-nos perder momentos que poderiam ser lembrados pelo resto de nossas vidas, como histórias contadas por pessoas desconhecidas, passeio com alguém que julgava careta, e assim por diante. A questão é que seria exatamente desses encontros que talvez poderiam ter saído suas histórias mais legais, mas por simples capricho, ou ignorância mesmo, você deixou de vivê-los. Digo isso porque já passei por essas situações, as quais se pudesse voltar atrás teria a certeza de que delas sairiam algo bom, proveitoso.
Mas não estou aqui para falar exatamente sobre isso, queria apenas fazer uma prévia para contar a vocês um pouco da minha viagem de volta para Brasília, e digo viagem porque vim de ônibus, caso contrário, seria um pulo, pois de Mara Rosa até aqui são 320 quilômetros (eu acho perto =P), o que dobra quando se fala em bus.
Bem, ao longo da viagem vim conversando com um homem que adorava contar casos. Aí já sabem né, eu apenas concordava com a cabeça e o resto era ele quem comandava, e como gosto muito de escutar tais histórias, não me importei nem um pouco com isso. Ele começou falando sobre sua juventude, de como era legal estar com seus amigos e aprontar com eles. Vou tentar incorporar uma personagem aqui e reproduzir o que ele disse. .-.

" Era bom demais o tempo que eu ainda era moleque de tudo, que a gente inventava algo para ganhar uma grana extra. Uma vez, quando trabalhávamos para uma firma, resolvemos dar uma de videntes, e sobrou pra eu ser o vidente da história. Olha só o que fazíamos: um amigo nosso saía com as mulheres da redondeza, paquerava elas e daí descobria tudo sobre suas vidas. Então ele chegava em casa e contava tudo para mim, depois se encontrava com as mulheres em uma nova oportunidade e dizia: nossa, lá na firma tem um cara que é bom demais como vidente, sabe tudo do seu passado e ainda lhe dá conselhos para seguir em frente, porque sabe tudo o que irá acontecer contigo também. Ah menina, aí era batata! A fulana chegava lá, eu falava pra ela tudo o que meu amigo tinha dito e contava algumas mentirinhas sobre seu futuro. E com essa brincadeira deu para arrecadarmos um dinheirinho até bom. Teve uma vez que tiramos mil e duzentos só de uma mulher. Mas você sabe né, isso era coisa da juventude, hoje em dia eu sou evangélico e não faço nada dessas coisas."

" Teve a vez em que fomos pra casa de um conhecido nosso, e justamente nessa casa morava uma velhinha que eu nunca tinha dado certo com ela. Era emburrecida demais, não gostava que a gente fizesse nada do que queríamos, e tudo pra ela estava ruim. Até aí estava tudo certo, mas não é de ver que a tal da velha resolve morrer bem no dia em que eu tinha ido pra lá!?! Ah, mas pra quê?! Quando resolvo ir embora, isso já entardecendo, o neto dela diz que eu ia encontrá-la bem numa virada que tinha no caminho, que veria seu caixão perto de uma árvore, porque nunca tinha gostado dela mesmo, e por isso ela aproveitaria para se vingar de mim bem nessa noite. Menina do céu, quando estava chegando na tal da virada minhas pernas começaram a tremer, comecei a suar, e para mim, eu tinha mesmo visto o caixão da velha bem debaixo da árvore. Mesmo sabendo que estava tendo aquelas visões somente por causa do medo, voltei pra casa dele na hora, não ia conseguir passar sozinho por ali nunca! O resultado disso tudo foi que passei a noite toda acordado e só no outro dia voltei pra casa. Meus amigos ficavam rindo da minha cara o tempo todo, dizendo que tinha medo de gente morta, que era um mais medroso do que tudo."

" Uma vez fui passar uns dias na casa de um velho que se achava muito esperto, só que ele estava doente. Então começou a dizer que estava com muita vontade de comer uma sopa, que era pra eu fazer essa sopa o mais rápido possível, disse também que queria só se fosse sopa de galinha. Pois bem, sabe o que eu fiz? Matei o único galo que ele tinha além de escolher entre tantas galinhas que tinha na fazenda. Preparei a sopa, ele agradou e comeu foi muito. Depois quando estava melhor foi olhar suas criações e deu falta do galo. Ficava gritando por conta desse galo, reclamando sua falta e tudo mais. Só que aí já era tarde, né... Eu já tinha ido embora, e galo ido pra panela há muito tempo."

Eu não queria saber se agora ele é evangélico, disso pouco me importava, nem ao menos como ele estava vivendo agora. Adorei mesmo foi ter escutado um pouco de seu passado, sobre como ele tinha sido louco, feliz. Mas o que eu achei mais interessante de tudo isso foi quando uma mulher surda entrou no ônibus na rodoviária de Uruaçu vendendo canetas e ele além de pagar somente a sua, disse que era para eu ficar com a caneta também. Depois que ela saiu ele me informou que sempre quando passa por ali a ajuda comprando suas canetas. Talvez isso não sirva para acrescentar nada na vida de ninguém, mas para mim, naquele instante, estava sendo bastante legal ouvir sobre suas aventuras e ver que ainda existem pessoas legais, que acima de tudo são humildes e ajudam o próximo sem nada querer em troca disso. Assim, deixo registrado aqui que muitas coisas boas podem deixar de fazer parte da nossa história quando passamos a ver os outros com muita indiferença. Deixe de lado isso que te impedem de escutar outra pessoa, que te faz não olhar para o lado e cumprimentar alguém que lhe deseja um bom dia, seja mais humano.